Brasileiro e Norueguês criam startup de IA para gestão de ativos offshore
Rio de Janeiro, RJ 30/6/2025 –
IA otimiza gestão e garante escoamento da produção, manutenção preditiva e previsão e identificação de vazamentos para operações de petróleo e gás
A Hybrid AI – HAI, startup de energia fundada em 2021 pelo brasileiro João Carneiro e pelo norueguês Erik Hannisdal, propõe inovação para a gestão de ativos offshore do setor de petróleo e gás. A empresa combina modelos físicos tradicionais, conhecimento tecnológico avançado e soluções de inteligência artificial (IA) para resolver desafios complexos da indústria.
Premiada duas vezes no programa “Petrobras Conexões para Inovação” e reconhecida por dois anos consecutivos como uma das top 6 EnergyTechs do ranking “100 Open Startups”, a HAI também foi escolhida pela NVIDIA para participar do Programa Inception, que visa acelerar a inovação tecnológica.
A empresa é reconhecida no desenvolvimento tecnológico intensivo pelo o relatório anual da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A HAI foi destaque em dois anos seguidos, no ANP 2023 (pág.30), ficou como a terceira colocada entre 39 empresas, em volume de recursos de projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, em parceria com grandes empresas do setor. E no ANP 2024 (pág.25), esteve entre as Top 10 empresas brasileiras com maior número de projetos iniciados.
João Carneiro, fundador e CEO da HAI, destaca que o diferencial da empresa está na integração de conhecimento de engenharia com algoritmos de IA. “Enquanto concorrentes dependem apenas de dados de sensores, a HAI utiliza expertise técnica para criar modelagens físicas e simular cenários críticos como bloqueios por hidratos em poços submarinos. É uma empresa de engenheiros que usa IA, não o contrário”, afirma o executivo.
A HAI surgiu como spin-off do centro de pesquisas ISDB FlowTech, onde Carneiro e seu time desenvolveram pesquisas em flow assurance e produção de petróleo e gás, entre outros temas relacionados. O ISDB FlowTech originou-se em 2011 como Instituto SINTEF do Brasil, associação de pesquisa privada sem fins lucrativos sediada no Rio de Janeiro. Em 2015, após decisão do conselho norueguês, a instituição passou por reestruturação que resultou na operação mais enxuta e focada do ISDB FlowTech, época em que Carneiro e Hannisdal se uniram para acelerar os resultados das pesquisas em produtos e tecnologias voltadas para o mercado.
Carneiro, autor de mais de 60 artigos científicos e com 15 anos de experiência em engenharia offshore, identificou na IA a oportunidade para prevenir paradas não planejadas em plataformas offshore. Hannisdal, por sua vez, traz mais de 20 anos de experiência em estratégia internacional, com passagem por empresas como Accenture e Innovation Norway, além de mestrado em Negócios.
Expansão internacional e soluções de IA para manutenção preditiva
A HAI está preparando sua expansão para outros mercados, através de parcerias internacionais, aproveitando o que Carneiro descreve como “o DNA global da empresa, que une criatividade brasileira com excelência norueguesa em inovação offshore”. Recentemente, o CEO participou de missão do Sebrae em Houston, importante Hub de inovação da Indústria, avaliando as diversas estratégias e possibilidades rumo à internacionalização.
O mercado mostra-se promissor de acordo com estimativas da Exactitude Consultancy. O crescimento da taxa composta anual deve ser de 8,4% (2022-2030), o que alcançará um total de US$ 197,57 bilhões até 2030, ante os US$112,33 bilhões em 2023.
“Observe que plataformas offshore são como uma cidade flutuante, possuem complexidade enorme, trata-se de uma planta industrial flutuando em alto mar, com equipamentos bastante complexos e de alto valor, assim como toda infraestrutura no fundo do mar conectando os poços às plataformas. É fundamental que o monitoramento seja muito preciso, em especial para as condições de temperatura e pressão dos poços e linhas de coleta, além do próprio funcionamento dos equipamentos. Por isso, é necessário um planejamento robusto da manutenção dos ativos, de forma proativa e preventiva”, enfatiza João Carneiro.
“As soluções da HAI capacitam engenheiros e equipes de produção a tomar decisões proativas para evitar paradas não planejadas e reduzir o custo e o impacto de interrupções de fluxo”, comenta o CEO ressaltando que, diferentemente dos modelos tradicionais de caixa preta, as soluções desenvolvidas combinam dados reais de sensores com comportamento simulado de fluxo multifásico, incluindo formação, transporte e deposição de hidratos. “Essa abordagem híbrida melhora tanto a precisão quanto a interpretabilidade”, declara.
Recentemente, a energytech expandiu seu portfólio com soluções de manutenção preditiva para equipamentos de plataformas de petróleo offshore, assim como a detecção de vazamentos, todas baseadas no mesmo princípio: unir a velocidade da IA com a expertise humana. As soluções são facilmente escaláveis para pontas onshore e inclusive em outras indústrias.
“A IA da HAI é capaz de capturar situações de alto risco a partir da análise de dados em tempo real junto aos ativos da plataforma offshore. A expertise do time na indústria permite entender e apresentar cenários para evitar potenciais paradas e trazer mais segurança de que vazamentos reais serão detectados e falsos alarmes serão desconsiderados”, explica João Carneiro.
A HAI visa otimizar operações de energia por meio de software inteligente. Seu nome Hybrid AI, ou HAI, refere-se à abordagem de inteligência artificial híbrida, que integra dados de sensores com modelos físicos, combinando precisão da engenharia com agilidade da IA.
Website: https://www.hybridai.com.br/