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06/05/2024

Retiro dos Artistas recebe ação social de imunização

Retiro dos Artistas recebe ação social de imunização

Rio de Janeiro, RJ 6/5/2024 – Essa foi uma campanha muito bem-sucedida. O herpes zoster é uma doença bastante dolorosa e, por isso, a vacinação tem enorme importância.

Os residentes do emblemático Retiro dos Artistas, localizado no Pechincha, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, receberam a segunda dose do novo imunizante contra o vírus causador do Herpes Zóster, uma infecção particularmente preocupante para população idosa.

Os residentes do emblemático Retiro dos Artistas, localizado no Pechincha, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, receberam a segunda dose do novo imunizante contra o vírus causador do Herpes Zóster, uma infecção particularmente preocupante para a população idosa.

Atualmente, o Retiro dos Artistas abriga 52 residentes, incluindo figuras notáveis como os atores Paulo Cesar Pereio, Jaime Leibovitch, que fez uma participação recente na novela “Cara e Coragem” (Rede Globo), Rui Resende, conhecido por seu papel em “Roque Santeiro” (Rede Globo), e o ex-participante da “Escolinha do Professor Raimundo”, Fernando Wellington. A instituição é presidida pelo ator Stepan Nercessian e tem a atriz Zezé Motta como vice-presidente.

“Essa foi uma campanha muito bem-sucedida. O herpes zoster é uma doença bastante dolorosa e, por isso, a vacinação tem enorme importância. Acredito que todos que puderem devem apoiar não só essa, mas toda campanha de vacinação”, destacou Jaime Leibovitch.

“O Herpes Zóster é caracterizado por erupções cutâneas dolorosas que geralmente se manifestam em forma de faixa ou cinturão em um lado do corpo. É causado pelo vírus varicela-zóster, o mesmo responsável pela catapora, que permanece latente no corpo por décadas após a primeira infecção, podendo reativar-se como Herpes Zóster”, explica o patologista clínico Helio Magarinos Torres Filho, diretor do Richet Medicina & Diagnóstico. Embora as lesões desapareçam em cerca de duas semanas na maioria dos casos, segundo Magarinos, até 5% dos pacientes podem desenvolver a Neuralgia Pós-Herpética, uma dor crônica do nervo.

A produtora cultural Rita Maia também enfatizou que se prevenir da doença, sempre que possível, é primordial. “A vacina tem uma enorme. Temos que nos precaver, evitar ter doença, para não dar nada errado”, disse.

Nos Estados Unidos, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) estima que um milhão de casos de Herpes Zóster ocorram anualmente, com uma incidência de 4 casos por mil habitantes. Essa incidência aumenta para cerca de 1 caso por 100 habitantes a partir dos 60 anos de idade. A incidência global varia de 3 a 5 casos por mil habitantes na população em geral e chega a 10,9 casos por mil pessoas por ano em indivíduos com 50 anos ou mais.

A nova vacina contra o Herpes Zóster, que chegou recentemente ao Brasil, oferece uma eficácia de 90% na prevenção da doença. O esquema vacinal inclui duas doses, aplicadas com um intervalo de 2 a 6 meses e, além da proteção contra a infecção, o imunizante demonstrou eficácia na redução da incidência da Neuralgia Pós-Herpética, uma complicação dolorosa que pode se desenvolver após um episódio de Herpes Zóster.

“Esta vacina utiliza uma abordagem inovadora, utilizando apenas uma partícula do vírus associada a uma substância que aumenta a resposta imunológica do corpo”, ressalta Patrícia Rosa Vanderborght, doutora em Biologia Molecular/Genética Humana pela Fiocruz/RJ e responsável pelo setor de Imunização do Richet Vacina, clínica de imunização do Richet Medicina & Diagnóstico, responsável pela ação no Retiro dos Artistas.

Segundo a especialista, em comparação com a vacina anterior, que oferecia cerca de 60% de proteção, a nova demonstrou uma taxa de eficácia superior a 90%.

O novo imunizante é recomendado para pessoas com 50 anos ou mais e para adultos imunossuprimidos com mais de 18 anos, podendo ser administrado mesmo àqueles que já completaram o esquema vacinal com a vacina predecessora.

No caso de indivíduos que já tiveram a doença, ainda segundo Vanderborght, é aconselhado se atentar ao prazo recomendado entre o episódio agudo e a vacinação. “Até mesmo quem já teve a doença pode tomar. Nesse caso, é aconselhado aguardar o intervalo de 6 meses entre o quadro agudo e administração da vacina”, destaca  Patrícia Rosa Vanderborght.

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